O lótus é o símbolo da verdade, auspiciosidade e beleza – satyam shivam sundaram. O Senhor é também dessa natureza e, portanto, seus vários aspectos são comparados com uma flor-de-lótus, ou seja, olhos, pés, mãos de lótus, o lótus do coração, etc.

O lótus floresce com o nascer do sol e se fecha à noite. Da mesma forma, nossa mente se abre e expande com a luz do conhecimento. A flor-de-lótus cresce mesmo em áreas lamacentas. Ela permanece bela e imaculada apesar das redondezas onde vive, lembrando-nos que nós também podemos e devemos lutar para permanecer puros e belos interiormente em todas as circunstâncias.

A flor-de-lótus nunca fica molhada, mesmo estando sempre na água. Ela simboliza o homem de sabedoria (gyaani), que permanece sempre alegre, não sendo afetado pelo mundo de tristeza e mudanças. Isso é revelado no shloka da Bhagavad Gita:

brahmanyaadhaaya karmaani
sangam tyaktvaa karoti yaha
lipyate na sa paapena
padma patram ivaambhasaa

Aquele que pratica ações, ofertando-as à Brahman (o Supremo), abandonando o apego, não é contaminado pelo pecado, assim como um Lótus permanece intocado pela água.

A partir disso, nós aprendemos que, o que é natural para o homem de sabedoria, torna-se uma disciplina a ser praticada por todos os saadhakas ou buscadores espirituais e pelos devotos.

Nossos corpos têm centros de energia descritos nos Yoga Shaastras como chakras. Cada um está associado com uma flor-de-lótus que tem um número de pétalas. Por exemplo, uma flor-de-lótus com mil pétalas representa o chakra no topo da cabeça (sahasra), que se abre quando o iogue alcança a Divindade ou Realização.

Além disso, a postura de lótus (padmaasana) é recomendada quando se sentar para praticar a meditação. Um Lótus surgiu do umbigo do Senhor Vishnu. O Senhor Brahma surgiu dele para criar o mundo. Assim, o lótus simboliza a ligação entre o criador e a Causa suprema.

Ela também simboliza Brahmaloka, a morada do Senhor Brahma. O símbolo auspicioso da suástica é dito ter evoluído a partir do Lótus.