Por que nos prostramos diante de parentes e pessoas mais velhas?

Indianos se prostram diante de seus parentes, idosos, professores e almas nobres tocando os seus pés. Os idosos retribuem abençoando-nos colocando suas mãos sobre nossas cabeças. Prostração é feita diariamente, quando encontramos os mais velhos e particularmente em ocasiões importantes como o início de uma nova tarefa, aniversários, festivais etc. Em certos círculos tradicionais, prostração é acompanhada pelo abhivaadana, que serve para apresentar-se, anunciar a família e o status social.

A postura usual humana é em pé. Tocar os pés em prostração é sinal de respeito pela idade, maturidade, nobreza e divindade que nossos idosos personificam. Simboliza nosso reconhecimento por seu amor abnegado por nós e os sacrifícios que têm feito por nosso bem-estar. É uma forma de humildemente reconhecer a grandeza do outro. Esta tradição reflete a força dos laços familiares, que tem sido uma das forças duradouras da Índia.

Os bons desejos (Sankalpa) e bênçãos (aashirvaada) dos mais velhos são altamente valorizados na Índia. Prostramo-nos em busca delas. Bons pensamentos criam vibrações positivas. Bons desejos brotando de um coração cheio de amor, de Divindade e nobreza possuem uma força tremenda. Quando nos prostramos com humildade e respeito, invocamos as graças e bênçãos dos mais velhos, as quais fluem na forma de energia positiva para nos envolver. É por isto que a postura adotada, seja ereta ou em prostração, propicia que todo corpo receba a energia que lhe é enviada.

As diferentes formas de mostrar respeito são:

Pratuthana – levantar-se para dar boas-vindas a alguém.
Namaskaara – prestar homenagem na forma do Namastê.
Upasangrahan – tocar os pés dos mais velhos e professores.
Shaashtaanga – prostração total com pés, joelhos, estômago, peito, testa e braços tocando o chão, em frente a pessoa mais velha.
Pratyabivaadana – resposta a um cumprimento.

Regras são prescritas em nossas escrituras a respeito de quem deve se prostrar diante de quem. Riqueza, sobrenome, idade, força moral e conhecimento espiritual em ordem crescente de importância, qualificam os homens para receber respeito.

É por isso que um rei, mesmo sendo regente do território, se prostra diante de um mestre espiritual. Épicos como o Ramayana e o Mahabharata têm muitas histórias que destacam esse aspecto.

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